A OKRC no Brasil

“(…) As linhagens da Goldone Morgenrothe e da Fraternidade, através de E. Leví, foram transmitidas a Abbé Lacuria, iniciador de Adrian Péladan que, enfim, iniciou seu irmão, Josephin Péladan, e Guaita. Por sua vez, a R+C Toulouse era dirigida por Firmin Boissin (1835 – 1893) – Comandante do Templo Rosacruz de Tolouse, Prior de Toulouse e Senior do Conselho dos 14. Ela foi frequentada por Viscount Louis-Charles-Edouard de Lapasse (1792-1867), discípulo de Balbiani de Palermo sendo, ele mesmo, discípulo de Cagliostro. Lapasse foi fundador da Ordre de la Rose-Croix du Temple et du Graal, em 1850, continuada pelo círculo de Tolouse e posteriormente revivida por Péladan (…)” (Arquivos da ACR+C)

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Em 1888, Stanislas de Guaita fundou a Ordre Kabbalistique de La Rose-Croix e o Supremo Conselho de 12 foi formado (Guaita, Papus, Barlet, Haven, Sedir, Adam, Chamuel, Gabriol, Theron, Chaboseau, Barres). O fato da OKRC de Guaita ter mantido secreta grande parcela de seus trabalhos possibilitou que uma nuvem de glamour, mistérios e fantasia encobrisse a Ordem.

Muitas vezes passa-se despercebido que, no Brasil, a OKRC foi estabelecida como um corpo administrativamente independente da matriz francesa em 1927. Graças à primeira propulsão encabeçada por Cedaior e Jehel, a Ordem jamais cessou de transmitir sua Tradição, mesmo que de maneira absolutamente discreta. Os laços do Silêncio e do Segredo, ademais, sempre se mostraram como constituintes fundamentais de sua Tradição e método de Trabalho