Alquimia

“A Alquimia, é representada por uma mulher cuja fronte toca as nuvens. Sentada em um trono, ela tem na mão esquerda um cetro – insígnia de soberania – ao que a direita sustenta dois livro, um fechado (esoterismo) e um aberto (exoterismo). Segura entre seus joelhos e apoiada contra seu peito está a escada de nove degraus. (…) o selo da Grande Obra laica na frente da Grande Obra cristã. Ele não poderia estar mais bem situado do que no próprio limiar da entrada principal.” (Fulcanelli)

“Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra.
Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas.
Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerada.
Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem o princípio do pó do mundo.
Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
Quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo,
Quando fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra.
Então eu estava com ele, e era sua arquiteta; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;”
(Provérbios 8:23-30)